sexta-feira, 20 de novembro de 2009 

Divaguei levemente sobre o curso de notáveis suicidas...
É certo, o risco maior na vida é deixá-la incólume.

domingo, 12 de outubro de 2008 



Chego de Itabira e não trouxe prenda alguma
Salvo a presença daquela lua intumescida de luz
Flertamo-nos a viagem inteira,
Mal sabendo ela que a moça a povoar meus meus sonhos era outra
Menos redonda e tantão mais brilhante.
Boa noite lua.
Boa noite moça.
Boa noite!

domingo, 20 de janeiro de 2008 



"Primeiro não havia nada, nem gente nem parafuso..."

Sempre fui de uma linhagem viralata. E se me perguntavam: - Qual a origem da sua família? Eu não titubeava: - Corriola!

Mas o espírito de Pandora envolve alguns que teimam em tirar as presepadas do fundo do baú. Assim foi que um primo desceu árvore abaixo e topou com a fonte longínqua do cruzamento: arménios!

Por mim ainda estava bem, a ignorância é mesmo uma benção. Desse nobre povo minha única referência era Dona Arménia, da global Rainha da Sucata, que temia jogassem sua "predinha na chon".

Eis que há pouco com os sentidos agitados fui ao oráculo da internet, que atende pela alcunha de google, ver onde começou a balbúrdia, certa de que tinha caroço nesse angu.

Olha aí a "génesis":

A Armênia se localiza no planalto ao entorno da bíblica montanha do Ararat. Segundo a tradição Judaico-cristã, foi o local onde a Arca de Noé encalhou após o Dilúvio (Gen. 8:4).

Agora não me desvencilho da idéia dessa origem: terra dos encalhados!

E isso foi só o começo...

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 

Sacode a poeira!

Estico os braços, estalo dois ou três dedos (o restante só estala se eu quebrar e o amor que me tenho ungido com minha frouxidão impede este exercício).

Todo este preparo físico é inspiratório para debruçar-me aqui e espanar um tiquinho do pó, retomar minha escrivinhação. Ando por demais travada com afazeres chatos e numa tal de rotina que engessa minha vertente de potoqueira internética.

Mas há de ter salvação, pois que eu sem os escritos inúteis sou eu sem mim. Profundo isso, não?

Algum prognóstico?

quinta-feira, 29 de novembro de 2007 




(...)
Essa calma que inventei, bem sei
Custou as contas que contei
Eu tenho mais de 20 anos

E eu quero as cores e os colirios
Meus delirios
Estou ligada num futuro blue
(...)


(Sueli Costa e Vitor Martins, Interpretada por Elis Regina)

quinta-feira, 22 de novembro de 2007 

Divindades!



"...os padres são policiais da alma, mas só Deus julga..."

Isabelle Huppert e Marilyne Canto, as Juízas, em L'Ivresse du Pouvoir, França, 2006

segunda-feira, 30 de julho de 2007 



"Perto de muita água tudo é feliz..."

sexta-feira, 27 de julho de 2007 



Palavras do Riobaldo, de Guimarães Rosa, na deleitosa voz da tia Betha (Eu não sei quase nada do Mar - Pirata/2006).

terça-feira, 10 de julho de 2007 



Estou em férias compulsórias, no interior, alojada na casa de minha irmã, Míriam, grávida de 5 meses, mãe de Pedro, rapazinho de quase 2 anos.

Durante a última semana toda, Pedro, que sempre foi de noites calmas, começou a acordar de madrugada e ficar disparado chamando manhê, mãããae, manhê... e se não visse resultado, estrategicamente partia para pai.... paiêêê, paiê, paiê...

Míriam: - Ele agora tá nessa de acordar de madrugada e eu com tanto sono, acordando cedo, não consigo dormir porque a gente o leva para cama e o danadinho puxa a orelha de Flávio e com os pés empurra minha barriga ou minhas costas.

Eu: - Ah, conselho meio super Nany, mas deixa ele chamar, não atenda. Quando ele se cansar vai dormir de novo... afinal, ele não chora mesmo!

Às três horas da manhã, após o insight psicopedagógico, escuto Pedro entoando: titia, titiaaaaa, titia, titiaaaaaa...

E ao fundo escuto Míriam e Flávio rindo. Na verdade, parecia que até Pedro, entre um gritinho e outro dava uma risadinha.

Como boa tia que, apesar do conselho, sou, levantei e fui toda descoordenada dar assistência ao infante. Por sorte já topei com o pai a gargalhar pelo corredor.

E lá se vai minha pseudo carreira de psicopedagoga... ahhhh danado!

;-)

quarta-feira, 4 de julho de 2007 

Há coisas que só o Chico sabe dizer com a dor insuportavelmente medida...

(...)
Oh, pedaço de mim
Oh, metade exilada de mim
Leva os teus sinais
Que a saudade dói como um barco
Que aos poucos descreve um arco
E evita atracar no cais

(...)
(Pedaço de Pedaço de Mim, Chico Buarque)

terça-feira, 3 de julho de 2007 



Olha que até a Frida estava na festa!

segunda-feira, 2 de julho de 2007 



Elas tem esses modos desde a mais tenra idade. Do alto de seus dois anos, a primeira frustração.

Fino na beca, de gravata e tudo, depois de incansáveis ensaios, meu piquitito aí foi deixado no altar pela noivinha chorosa. Todo borocoxô, ficou a postos para o início da quadrilha quando a sanfona esquentou. Mas, sensível que é, não demorou muito e também desembocou aos prantos. Teria relevado, claro, se a noiva tivesse lhe dado ao menos um desses dois pirulitos que empunhava, mas não, a cruelinha levou seu sorriso, e no sorriso dela seu assunto...

Assim é que é a infância moderna... olha aí... é o meu guri.

 

Já há mais de um mês em Minas e ainda não aprontei nenhuma. Nada de estripulias de moto, nenhum surto de Rosário Flores a encarar boi brabo, nada de nada... será que caí no poço do juízo ou é só míngua criativa?

Sai uruca, deste corpo que não te pertence!

quarta-feira, 13 de junho de 2007 

MARtagal nas Minas Gerais... eis-me cá.



FAZENDA

Vejo o Retiro: suspiro
no vale fundo.
Retiro ficava longe
do oceanomundo.
Ninguém sabia da Rússia
com sua foice.
A morte escolhia a forma
breve de um coice.
Mulher, abundavam negras
socando milho.
Rês morta, urubus rasantes
logo em concílio.
O amor das éguas rinchava
no azul do pasto.
E criação e gente, em liga,
tudo era casto.

( Carlos Drummond de Andrade )

quinta-feira, 24 de maio de 2007 



"O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
(...)"

Drummond